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Glossário Solana: 30 termos essenciais

O glossário Solana em uma única página: mint, ATA, lamport, slot, epoch, rent, curva de ligação e LP, cada um com explicação curta e a ferramenta que o usa.

10 min de leitura J Tools Editorial
Capa de um glossário da Solana: trinta cartões rotulados em uma grade minimalista sobre fundo carvão

Quem chega na Solana esbarra primeiro no vocabulário. Mint, ATA, lamport, slot, epoch, validador, rent. Nada disso se explica sozinho. Este glossário Solana reúne os 30 termos que aparecem de verdade no dia a dia e explica cada um em duas frases.

O glossário Solana abaixo segue a ordem em que a rede foi construída, então dá para ler tudo ou pular direto para o ponto em que você travou:

  • Termos 1 a 7: o token em si, suas permissões e as contas que guardam saldo.
  • Termos 8 a 15: a rede, ou seja lamports, slots, epochs, validadores e staking.
  • Termos 16 a 23: quanto custa uma transação e como ela é montada.
  • Termos 24 a 30: negociação, lançamentos e as ferramentas com que você lê todo o resto.

1. SPL Token

O padrão de tokens da Solana, o equivalente ao ERC-20. Você não escreve contrato: o programa SPL Token roda a mesma lógica para todo token. Para criar um, a ferramenta de criação de token Solana junta todos os parâmetros em um formulário só.

2. Mint Account

A conta de nascimento de um token. Guarda o fornecimento total, as casas decimais e as três permissões. O endereço do mint também é o identificador único do token.

3. Mint Authority

A única conta que pode emitir fornecimento novo. Enquanto continuar aberta, quem a controla pode diluir a qualquer momento, e por isso ela é revogada antes do lançamento. A ferramenta para revogar a permissão de cunhagem resolve isso em um passo, e o passo não tem volta.

4. Freeze Authority

A permissão que congela a conta de quem detém o token. Se ficar aberta, alguém pode travar sua posição sem que você possa reagir. A ferramenta para revogar a permissão de congelamento fecha essa porta.

5. Update Authority

Decide quem pode mudar nome, símbolo e endereço da imagem nos metadados. Revogada, os metadados ficam fixos e ninguém renomeia o token depois.

Anatomia de uma conta mint na Solana: decimals, supply e a autoridade de cunhagem, com as autoridades de congelamento e atualização destacadas em vermelho
São três permissões, e duas delas se fecham antes do lançamento. As casas decimais e o fornecimento continuam como foram definidos na criação.

6. Token Account

Uma conta que guarda o saldo de uma única carteira em um único token. O mint é o token; a token account é o seu saldo desse token.

7. ATA (Associated Token Account)

O endereço padrão desse saldo, derivado da carteira mais o mint. O mesmo par sempre dá o mesmo endereço, então quem envia consegue calcular sem perguntar nada.

8. Lamport

A menor unidade de SOL, um bilionésimo. As taxas são contadas em lamports, e é por isso que você vê valores como 0,000005 SOL em vez de moedas inteiras.

9. SOL

A moeda da rede. Paga taxas, deposita rent e pode ir para staking. Para operar em pools costuma ser embrulhada na versão encapsulada chamada wSOL, porque um pool precisa de uma token account e o SOL puro não tem uma.

10. Slot

Uma janela de cerca de 400 milissegundos em que um validador pode propor um bloco. Nem todo slot é preenchido, então a altura do bloco fica abaixo do número do slot.

11. Epoch

Um trecho de aproximadamente 432.000 slots, algo entre dois e três dias. Recompensas de staking e mudanças de delegação valem nas fronteiras de epoch, não na hora.

12. Validador

Um nó que verifica transações, produz blocos e recebe recompensas por isso. A Solana tem vários milhares, e a distribuição deles mede a descentralização.

13. Leader

O validador cuja vez chegou de montar blocos. O calendário é conhecido de antemão, e por isso os clientes mandam as transações para o próximo leader.

14. Stake

SOL travado para dar segurança à rede. Continua sendo seu, rende recompensas e fica indisponível enquanto durar a trava.

15. Delegação

Entregar seu stake a um validador sem rodar um nó. Você fica com as chaves, o validador recebe apenas o peso de voto.

16. Rent

O SOL que uma conta trava para continuar armazenada na cadeia. É depósito e não taxa: volta inteiro assim que a conta é encerrada. Quem negociou bastante acumula dezenas de contas vazias com 0,002 SOL cada, e a ferramenta para fechar token accounts recupera tudo isso de uma vez. Quando uma transação falha por causa disso, o guia sobre rent e depósitos de ATA explica o motivo.

Sete termos básicos da Solana em um cartão: mint account, token account, lamport, slot/epoch, compute unit e curva de ligação em preto, e a linha rent em vermelho
Rent é a única linha deste cartão que é depósito e não custo. É justamente a linha que quase todo mundo lê ao contrário.

17. Compute Unit (CU)

A unidade de processamento de uma transação. Cada instrução consome CUs, e se você pedir menos do que precisa a execução para no meio.

18. Taxa de prioridade

Um acréscimo voluntário por unidade de processamento que empurra sua transação para a frente da fila. Com a rede cheia, ele decide se você entra no próximo bloco; o guia sobre quanto pagar de taxa de prioridade traz números concretos.

19. Versioned Transaction (v0)

O formato de transação mais novo, o que aceita tabelas de endereços. Com ele cabem muito mais contas nos mesmos 1.232 bytes.

20. Address Lookup Table (ALT)

Uma tabela na cadeia que guarda endereços para a transação chamar por um índice curto. Sem ela, um swap grande estoura o limite de tamanho.

21. PDA (Program Derived Address)

Um endereço que pertence a um programa e não tem chave privada. Só o programa dono assina por ele, então uma chave vazada não esvazia esse endereço.

22. Anchor

O framework mais usado para programas da Solana. Ele tira do caminho muito código repetido, e seus códigos de erro a partir de 6000 são os que aparecem em transações que falham.

23. Programa Solana

O que em outras redes se chama contrato inteligente. Programas não guardam estado; o estado vive em contas separadas, e é isso que torna a execução em paralelo possível. O detalhe está na documentação oficial da Solana.

24. Curva de ligação

Uma fórmula que define o preço a partir de quanto já foi comprado. As primeiras compras saem mais baratas e cada compra empurra o preço curva acima, de modo que um lançamento dispensa pool pronto.

25. AMM (formador de mercado automático)

Um pool que calcula o preço pela proporção entre duas reservas em vez de casar ordens de compra e venda. Raydium, Orca e PumpSwap funcionam assim.

26. LP (provedor de liquidez)

Quem deposita os dois lados de um pool e recebe tokens LP como recibo. Se esse recibo é queimado, travado ou guardado, isso decide com que facilidade a liquidez some.

27. Pump.fun

Uma rampa de lançamento onde o token já negocia no primeiro segundo por uma curva de ligação. Comprado o suficiente, ele migra para um pool de liquidez de verdade e o preço passa a sair do pool.

28. Jito Bundle

Várias transações enviadas como uma unidade indivisível pelo caminho privado da Jito. Ou todas entram no mesmo bloco ou nenhuma entra; o guia sobre o que um bundle da Jito garante mostra onde essa promessa termina.

29. Solscan / explorador da Solana

As interfaces onde você lê contas, transações e permissões. Antes de comprar, vale olhar o mint no explorador de blocos Solscan.

30. Helius / provedor de RPC

O acesso pelo qual sua aplicação conversa com a rede. Endpoints públicos são bem limitados; carga séria pede um plano pago.

Como usar este glossário Solana

Os 30 termos cobrem a base, e um glossário só serve de verdade quando você confere contra um token real em vez de ler uma vez. Pegue qualquer endereço de mint, abra num explorador e percorra as linhas na ordem: casas decimais, fornecimento, as três permissões. Quem está começando do zero lê antes a introdução à Solana para iniciantes.


Perguntas frequentes sobre os termos da Solana

É sempre o mesmo punhado de termos que confunde quase todo mundo na primeira semana. Vão aqui as respostas curtas.

O que é um lamport na Solana?

Um lamport é a menor unidade de SOL, assim como o satoshi é a menor unidade do Bitcoin. Um SOL equivale a 1.000.000.000 de lamports. As taxas de rede costumam ficar em alguns milhares de lamports, e é por isso que você vê valores como 0,000005 SOL. O nome homenageia Leslie Lamport, cujo trabalho sustenta o consenso distribuído.

O que é uma ATA e por que ela se cria sozinha?

Uma ATA é a conta que guarda um token específico para uma carteira específica. O endereço vem da carteira mais o mint, então o mesmo par sempre dá o mesmo endereço. Na primeira vez que você recebe um token novo, a conta é criada e cerca de 0,002 SOL ficam travados como depósito. Esse dinheiro continua seu e volta quando a conta é encerrada.

Rent é uma taxa?

Não. Rent é um depósito pelo espaço ocupado na cadeia e volta inteiro quando a conta é fechada. Uma carteira que negociou muitos tokens costuma carregar dezenas de contas vazias com 0,002 SOL cada. Somando, dá um valor que compensa recuperar.

Slot e epoch são a mesma coisa?

Não. Um slot é uma única janela de cerca de 400 milissegundos; um epoch junta aproximadamente 432.000 slots, entre dois e três dias. A diferença fica prática no staking: recompensas e mudanças de delegação só valem na fronteira do epoch.

Qual a diferença entre mint account e token account?

A mint account é o token; a token account é o seu saldo daquele token. Existe exatamente uma mint account por token, com fornecimento, casas decimais e permissões. Existe uma token account por carteira e por token, e nela mora apenas o número. O mint diz se um token é seguro, a token account diz quem tem o quê.

Preciso saber esses termos antes de lançar um token?

Uns oito deles: mint account, casas decimais, fornecimento, as três permissões, rent e taxa de prioridade. São exatamente os campos que um formulário de lançamento pede e os que um comprador confere depois. O restante fica útil assim que algo dá errado, o que costuma ser quando uma transação falha ou um saldo não aparece.

Três termos que merecem um segundo olhar

Algumas entradas passam batido mesmo decidindo se uma transação vai adiante.

Slippage é a distância entre o preço que você espera e o que sai de fato num swap. Num token que corre, o pool se move entre a assinatura e a confirmação. Apertado demais, o swap reverte; largo demais, você paga mais caro. A ferramenta de troca de tokens deixa você definir esse valor a cada operação.

Jito bundle significa várias transações com regra de tudo ou nada. Essa garantia é o que torna previsível uma ação coordenada, como comprar a partir de muitas carteiras ao mesmo tempo, que de outro jeito preenche pela metade. A ferramenta de negociação agrupada manda a compra ou a venda como um bundle único.

PDA é um endereço sem chave privada que pertence a um programa. Ninguém assina por ele na mão, só o programa dono age. É assim que programas guardam estado com segurança, porque uma chave vazada não esvazia uma PDA como esvaziaria uma carteira comum.

Antes de confiar em um token novo, leia o mint dele num explorador e confira se as permissões de cunhagem e congelamento estão revogadas. Um glossário Solana diz o que os campos significam; o registro na cadeia diz se eles são mesmo seguros.

Dos termos para a prática

Depois das definições vem a conta: o guia de capitalização de mercado e FDV explica por que dois tokens com o mesmo preço podem valer coisas completamente diferentes. E para sair da leitura e testar, a lista completa de ferramentas tem um formulário para cada termo.

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J Tools Editorial

Uma postagem da equipe J Tools.

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