Todas as postagens
Guias

Perguntas sobre a Solana: 15 respostas curtas

Quinze perguntas sobre a Solana com resposta curta: carteira, SOL, taxas, criar token, Pump.fun, segurança, staking e NFT, com links para os guias.

8 min de leitura J Tools Editorial
Cartão branco com uma faixa superior vermelho-salmão escrita ANSWER, inclinado sobre uma superfície carvão com pontos de interrogação em relevo ao redor e um brilho vermelho no canto superior direito

Quem começa na rede costuma fazer as mesmas perguntas sobre a Solana, quase na mesma ordem: o que ela é, onde guardar SOL, quanto custa uma transação, como criar um token e como separar um projeto sério de uma armadilha. Aqui estão quinze delas, cada uma com uma resposta curta e, quase sempre, o link para o artigo que trata dela a fundo.

As respostas não substituem esses guias. Dão o suficiente para você se orientar e decidir se precisa ler mais. Se está começando do zero, leia antes o que é Solana, explicado do zero e volte a estas perguntas sobre a Solana com o vocabulário básico em mãos.

Perguntas sobre a Solana do primeiro dia: carteira, SOL e taxas

Cartão escuro com o título em inglês «Solana Onboarding Flow» e três botões empilhados de borda vermelha: instalar a carteira, conseguir SOL e criar um token, o último mais aceso

A Solana em poucas palavras

A Solana é uma blockchain pública, e SOL é a moeda nativa dela: é com SOL que se paga a taxa de cada transação. Sem um pouco de SOL na carteira, não há como pagar essa taxa.

Quem mantém a rede são os validadores. Quem tem SOL pode delegá-lo a um deles (isso é o staking), e quanto mais stake um validador reúne, mais vezes ele é escolhido para escrever as transações novas. O Proof of History funciona como um relógio verificável embutido na rede, que ajuda a pôr essas transações em ordem.

Abrir uma carteira

Phantom, Solflare e Backpack são carteiras da Solana. Phantom e Solflare são de autocustódia, ou seja, as chaves ficam no seu próprio aparelho, e existem como extensão do navegador e como app de celular. Na dúvida entre as duas, a comparação entre Phantom e Solflare ajuda a escolher.

Na configuração, a carteira mostra uma frase de recuperação. Anote no papel, guarde longe de qualquer aparelho conectado e nunca a passe para ninguém, nem para um suposto suporte: quem tem essa frase controla os fundos.

Levar SOL da corretora para a carteira

O caminho comum é comprar SOL numa corretora que liste a moeda e sacar para o endereço da sua carteira. No formulário de saque, a rede precisa ser Solana; em outra rede, os fundos podem se perder de vez. Mandar antes um valor pequeno de teste é uma precaução sensata. O passo a passo está em como transferir SOL da corretora para a carteira.

O que uma transação custa

Toda transação paga uma taxa em SOL, e a documentação oficial de taxas da Solana divide essa taxa em duas partes. Fora dela, existe um depósito:

  • Taxa base: cobrada por assinatura da transação.
  • Taxa de prioridade: opcional; ajuda a transação a entrar antes quando a rede está cheia. Para decidir o valor, veja quanto pagar de taxa de prioridade.
  • Depósito de conta: criar uma conta, por exemplo a conta de um token que você nunca teve, exige um depósito reembolsável, que volta quando a conta é fechada.

Sem números aqui, porque eles mudam. As ferramentas da j.tools mostram cada item de custo antes de você assinar.

Criar o próprio token: quatro respostas para quem lança

O segundo bloco de perguntas sobre a Solana aparece quando ter SOL já não basta e dá vontade de lançar algo seu.

Um token num formulário só

O Criador de token da j.tools reúne tudo num formulário: nome, símbolo, casas decimais, fornecimento, logo, redes sociais e, se quiser, as opções para revogar autoridades na criação. Tudo sai numa transação só, o fornecimento inteiro cai na sua carteira e o resultado é um token SPL padrão.

A ferramenta sugere 9 casas decimais e aceita de 0 a 9; o guia para escolher as casas decimais de um token compara as opções. O caminho completo está no guia passo a passo para criar um token.

A Pump.fun e a curva de bonding

Na Pump.fun, uma moeda é negociada na curva de bonding desde a criação, sem que ninguém precise pôr liquidez. Cada compra faz o preço subir e cada venda o derruba. Quando alguém compra os últimos tokens da curva, ela se completa e a liquidez migra para um pool da PumpSwap, cujos tokens LP são queimados.

As taxas de negociação da plataforma variam por faixa de valor de mercado. Para lançar lá, a ferramenta Criar na Pump.fun publica a moeda com uma compra inicial opcional do criador. Para comparar com outros launchpads, veja as alternativas à Pump.fun.

Autoridade de mint e de congelamento

A autoridade de mint é a conta que pode criar unidades novas de um token; sem ela, o fornecimento fica fixo. A autoridade de congelamento (freeze) pode congelar uma conta de token para que os tokens dela não se movam.

A ferramenta Revogar mint remove a autoridade de mint numa transação só. Não mexe em nenhum saldo, mas é permanente, então faça isso depois que o fornecimento final estiver cunhado. Para a outra existe Revogar congelamento, e o guia para revogar as autoridades de um token na Solana explica quando vale cada passo.

Abrir um pool de liquidez

Um token passa a ser negociado numa DEX quando alguém abre um pool que o pareia com SOL ou outro token e deposita os dois lados; a proporção desse depósito define o primeiro preço. A ferramenta Criar LP na j.tools abre pools na Raydium, Meteora, Orca e PumpSwap e mostra os custos antes de você assinar.

Se os tokens LP forem queimados ou bloqueados, quem criou o pool não consegue mais retirar a liquidez inicial. Veja como criar um pool de liquidez na Raydium e queimar, bloquear ou manter o token LP.

Segurança e swaps: o que olhar antes de comprar

Cartão cinza-escuro com seis temas e uma resposta curta para cada um, da carteira ao staking; a última linha, checar um rug pull antes de comprar, aparece em vermelho e sublinhada

Checar um token antes de comprar

Quatro sinais merecem atenção antes de qualquer compra:

  • A autoridade de mint continua ativa: alguém pode emitir mais.
  • A autoridade de congelamento continua ativa: alguém pode travar a sua conta de token.
  • A liquidez do pool pode ser retirada, porque os tokens LP não foram queimados nem bloqueados.
  • O fornecimento está concentrado em poucas carteiras.

Um explorador de blocos como o Solscan mostra as duas autoridades de qualquer token. O Snapshot de holders da j.tools lista quem tem o token, mostra o quanto o fornecimento está concentrado e marca a carteira do desenvolvedor e as carteiras novas que consegue identificar. A lista completa está em detectar um rug pull na Solana em 8 verificações.

Uma checagem limpa reduz o risco, mas não o elimina.

Trocar um token por outro

O Swap da j.tools busca a rota pela Jupiter e, antes de você assinar, mostra a cotação, a rota, o impacto no preço, o mínimo a receber e um limite de slippage. Você assina na sua própria carteira.

Impacto no preço e limite de slippage são coisas diferentes. O impacto no preço é o quanto a sua própria ordem move o preço do pool, e cresce quando o pool é raso. O limite de slippage é o máximo que o preço executado pode se afastar da cotação antes de o swap ser recusado. Para escolher esse valor, leia como configurar o slippage na Solana.

Perguntas frequentes: mais cinco perguntas sobre a Solana

A carteira Phantom é segura?

A Phantom é uma carteira de autocustódia, então os riscos comuns estão no uso: uma frase de recuperação compartilhada, uma assinatura feita sem ler e os links trazidos por tokens ou NFTs desconhecidos que aparecem na carteira. Nesses tokens e NFTs, não mexa; carteiras podem esconder o que parece spam, como explica por que um token não aparece na Phantom.

O que é um airdrop na Solana e como enviar um?

Um airdrop é o envio de tokens de um projeto a muitas carteiras, com frequência escolhidas por um snapshot de holders ou de atividade passada. Um airdrop enviado direto não exige assinatura de quem recebe, então uma página de "resgate" que pede para conectar a carteira e assinar merece desconfiança. Mais em o que é um airdrop cripto e como evitar golpes.

Para mandar o seu, a ferramenta Envio em lote envia SOL ou um token de uma carteira para uma lista de endereços. No mesmo envio, cria as contas de token que faltarem aos destinatários, por conta de quem envia, e mostra os custos antes de mover os fundos.

O staking de SOL rende uma taxa fixa?

Não. Você delega SOL a um validador a partir de uma carteira com staking; Phantom e Solflare já trazem isso embutido. As recompensas saem uma vez por epoch e variam com a taxa de inflação, o total de SOL em staking, o tempo no ar do validador e a comissão dele. O stake só começa e termina na virada de epoch, então desfazê-lo não é imediato. Nada disso é recomendação de investimento.

Qual a diferença entre mainnet e devnet?

A mainnet é a rede real, com SOL de verdade. A devnet serve para testes: os tokens dela não têm valor e o registro pode ser reiniciado, como mostra a página oficial de clusters da Solana. Para praticar lá, use o Solana CLI com SOL de teste de um faucet. As ferramentas da j.tools rodam só na mainnet, então na j.tools comece com valores pequenos.

Um NFT da Solana é um token SPL?

Depende do padrão. Um NFT de Token Metadata é um mint com fornecimento de 1 e zero casas decimais, mais uma conta de metadados: um token SPL especial. Um NFT do Metaplex Core é uma conta só por ativo e não é token SPL. O Criador de token faz tokens fungíveis, não NFTs; para cunhar um, veja o que é um NFT na Solana.

Para ir além destas perguntas sobre a Solana

Quando uma palavra destas respostas travar a leitura, o glossário de termos essenciais da Solana a define em poucas linhas. Quase todas as respostas levam ao artigo que as aprofunda: é lá que está o detalhe que não cabe num parágrafo.

J
Autor
J Tools Editorial

Uma postagem da equipe J Tools.

Ver todos os posts de J Tools Editorial →

Postagens relacionadas